quarta-feira, 29 de março de 2023



                                                 META NÚMERO 4 DO PNE
                                                  Perspectiva para educação inclusiva



Meta 4 PNE: Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência,

transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou super dotação, o acesso à educação

básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino,

com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes,

escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados.

A meta 4 trata da expectativas do PNE para educação inclusiva e transcorre pelos

direitos inconcussos na Constituição Federal perpassando pelos demais instrumentos legais que

corroboram os direitos dos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e

altas habilidades ou super dotação que incluem atendimento em salas especializadas,

especialização continuada de professores para o atendimento educacional especializado nas

escolas urbanas, do campo, indígenas e de comunidades quilombolas.

Dentre as metas do PNE, a meta quatro representa, em tempos atuais, um dos maiores desafios na

educação. A meta traz um objetivo vital para educação inclusiva, que é o fomento da formação e

especialização dos profissionais para atender as escolas, não só nas áreas urbanas como também nas

rurais e comunidades quilombolas e indígenas. Além de estabelecer a implantação de salas de

recursos multifuncionais para contribuir com o pleno desenvolvimento da criança.


Um recente relatório do UNICEF, mostrou que o número de crianças com deficiência no mundo

em 10/11/2021 estava estimado em aproximadamente 240 milhões. O relatório trás estatísticas sobre as probabilidades que comparam a criança deficiente às não deficientes.  A exemplo, cita

que, crianças com deficiência têm 24% menos probabilidade de receber estimulação precoce e

cuidados responsivos; e pasmem, 47% mais probabilidade de estar fora do ensino fundamental

I, 33% mais probabilidade de estar fora do ensino fundamental II e 27% mais probabilidade de

estar fora do ensino médio.

É importante ressaltar que, o Plano Nacional de Educação tem como prazo/meta o período

compreendido entre 2014/2024 e o relatório data, como já falamos, de novembro de 2021.

No Brasil, segundo o IBGE, Censo 2010, isso significa que antecede as metas do PNE

2014/2024, “quase 46 milhões de brasileiros, ou seja, praticamente 24% da população, declarou

ter algum grau de dificuldade em pelo menos uma das habilidades investigadas (enxergar, ouvir,

caminhar ou subir degraus),ou possuir deficiência mental / intelectual e considerando somente os

que possuem grande ou total dificuldade para enxergar, ouvir, caminhar ou subir degraus (ou

seja, pessoas com deficiência nessas habilidades), além dos que declararam ter deficiência mental

ou intelectual, temos mais de 12,5 milhões de brasileiros com deficiência, o que corresponde a

6,7% da população.”

Para considerar dados mais atualizados,  também no IBGE, a pesquisas Nacional de

Saúde de 2019 que mostram que 17,3 milhões de pessoas com mais de dois anos tinham alguma

deficiência investigada. Por ser uma pesquisa destinada a dados de saúde e não de educação, ela

não fornece dados sobre as probabilidades comparativas entre deficientes e não deficientes. No

entanto acende um alerta para o aumento expressivo nos números. É de conhecimento público que

a carência de atendimento educacional desses estudantes é enorme, principalmente no campo e

nas comunidades quilombolas e indígenas.

                                                       Cassia

                                                               Pedagoga em construção

domingo, 26 de março de 2023

     



   Trabalho com Projeto na Educação Infantil







                         


    O trabalho com projeto potencializa a aprendizagem significativa à medida que conecta o propósito ao que se capta das percepções de interesse e demandas da criança. Ademais, aprendizagem com projeto vai muito além do objetivo do saber conceitual, ele trabalha a efetividade da participação da criança na construção do conhecimento, ela se torna sujeito participativo e não sujeito passivo na sua aprendizagem. Ademais, o trabalho com projeto favorece a interação dos alunos e sua capacidade de socializar, além de fomentar o rendimento escolar uma vez que trabalha a interdisciplinaridade de várias linguagens.

    Ao trabalhar por meio de projeto, o professor deve previamente traçar sua linha de comportamento, definindo como cerne da proposta, a amplificação do conhecimento. Para tal, deverá ter em mente o seu papel de mediador entre o objetivo definido, e a curiosidade e estímulo a novas descobertas. A mediação eficiente deve ter intrínseca a potencialização da aprendizagem e que ela se dá através de reflexões que deverão ser estimuladas, provocadas continuamente pelo professor mediador. Cabe ao professor ter a sensibilidade de identificar o momento das intervenções que devem atender às demandas das crianças, o objetivo da pesquisa, a mediação constante das relações sociais, além da estruturação dos resultados obtidos para posterior continuidade

    O planejamento deve ser iniciado pela escolha do tema que deve considerar os conhecimentos prévios e interesses da criança. Deve promover conexões entre estes e os novos saberes pretendidos pelo projeto, que deve ter objetivos bem delineados. Outra parte importante é definir os recursos a serem utilizados para obtenção dos resultados intencionados, Estes devem incluir a preparação do ambiente e a escolha de materiais que serão determinantes no estímulo à curiosidade e interesse dos alunos. É fundamental ainda construir um roteiro minucioso e bem ordenado que estabeleça participações e ordem cronológica das atividades para que não se atropelem ou perca etapas prejudicando o resultado final. No entanto, há de se ter cuidado para não engessar as possibilidades de aprendizagem. É importante ter complacência com as demandas que surgirem no trajeto e que não estavam planejadas.

        O projeto deve também registrar a evolução dos alunos e definir critérios avaliativos.
        Como descreve Salto, de acordo com Hernández, 1998, Zabala, 1998, na abordagem da metodologia de projeto, "Há uma co-participação das crianças nas decisões sobre o que estudar e por que caminhos trilhar o estudo, gerando um maior envolvimento e comprometimento com suas escolhas." Esse contributo, promove o engajamento, tornando o projeto então, um potencializador de reflexões! O projeto contribui com o desenvolvimento da criança, uma vez que estimula a curiosidade do aluno considerando na sua concepção, os seus interesses, a sua participação ativa, seus questionamentos, o incentivando, e o estimulando na construção prazerosa de novos aprendizados e contribuindo favoravelmente para sua evolução no que tange a apropriação interdisciplinar de conhecimentos. Ademais, o projeto corrobora para o desenvolvimento da capacidade de análise crítica e suas aplicações, o que é basilar para sua formação cidadã.


                                                                                  Cassia Dejanira

                                                                                     Pedagoga em Construção

domingo, 19 de março de 2023


 Organização metodológica Uso-Reflexão-Uso








     Com base nos conhecimentos apreendido coma a leitura dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa para os anos iniciais do ensino fundamental, a organização metodológica “Uso-reflexão-uso, significa que a construção da linguagem, configura meio e fim do processo de aprendizagem, ou seja, partindo dela, por meio do conhecimento prévio dela, para através de sua reflexão ascender sua ampliação. Então podemos afirmar que  nessa organização metodológica, o discurso é a matéria prima e o produto final desejado, dado que ao se transformar, expande o seu entendimento.

    Dentro dessa organização metodológica, o texto precisa ser a unidade básica de ensino, uma vez que o seu objetivo central é a competência discursiva,  ou seja, ampliar a capacidade de leitura e interpretação de texto do educando.

    A organização metodológica “uso – reflexão – uso” proposta pelo PCN se relaciona com o conceito de “educação linguística” uma vez que propõe uma ação de análise linguística, uma reflexão sobre a linguagem que é basilar para o objetivo de amplificação da habilidade de elaboração e compreensão de texto. Essa reflexão em suas atividades, abarca o uso (epilinguística) e descrição (metalinguistica) da linguagem, no entanto nos anos iniciais é importante focalizar na epilinguística que está centrada no uso da linguagem.

                                                                                                
                                                                                                  Cassia 
                                                                                                  Pedagoga em construção

sábado, 18 de março de 2023

 


Memorial do percurso de Informática em Educação

Informática em Educação na minha construção PedagógicaA formação pedagógica é uma construção ampla que abarca cada conhecimento apreendido em cada uma das disciplinas deste curso que faço com enorme prazer. Mas hoje, vou compartilhar  neste espaço, uma pequena síntese do percurso já trilhado na disciplina de informática em educação.

    Logo na primeira semana, tivemos a oportunidade de abordar a importância do facebook como ferramenta de ensino e aprendizagem. Devo confessar que já conhecia o facebook como rede social e inclusive, a utilizava como ferramenta de divulgação da minha atividade de trabalho. No entanto, nunca havia pensado nesse recurso como ferramenta educacional. Essa mídia social, permite uma interação, um dialogo entre os participantes, além de possibilitar e democratizar, através do compartilhamento, o acesso a conteúdos antes só acessado através de salas aulas presenciais ou por livros. Salas de aulas essas, que geralmente reproduz o modelo unilateral, onde o professor fala e os alunos ouvem sem que participem ativamente da construção do conhecimento. Abordamos na segunda semana, as perspectivas Instrucionista, Construtivista e Sócio-interacionista, o que foi essencial para compreender a importância de incluir  os educandos nesse processo de construção de novos saberes.

    Na terceira semana, o debate foi sobre os ciberespaços e os desafios de se ressignificar os percursos educacionais dentro desses espaços e culturas.

    O Letramento Digital e sua importância para o trabalho do educador, foi o cerne da quarta semana, trazendo muito conhecimento e acima de tudo, muita conscientização sobre o tema.  e a necessidade de estarmos preparados para os desafios de ensinar por vias tecnológicas.

    As tecnologias assistivas foram abordadas na quinta semana e trouxeram muito aprendizado sobre as tecnologias que são fundamentais para inclusões efetivas dos nossos educandos. Podemos entender as barreiras que dificultam sua interação e as formas de inclui-los satisfatoriamente, entendendo que isso é um direito Constitucional.

    Conhecer as consequências do uso excessivo das tecnologias, os danos que isso pode causar a saúde do usuário e a importância do equilíbrio ao utilizá-las, além de entender o que permeia o ambiente onde circulam os discursos de ódio na internet, foram os desafios propostos na sexta semana da disciplina de informática. Para cumprir essa atividade tivemos a oportunidade de utilizar como ferramenta, o fórum de discussão da plataforma CEDERJ.
Hoje, estamos aqui para atender a proposta da sétima semana, construir um blog e entender seu potencial como ferramenta de divulgação e interação muito significativa para a educação.

    Cada uma dessas semanas, com todos os conhecimentos apreendidos, são pequenos tijolinhos dessa minha construção como futura pedagoga, que visam alcançar a formação e qualificação que a educação brasileira demanda e merece. E esse blog, é a minha forma de agradecer a oportunidade de compor o corpo discente de uma Universidade pública, inclusiva e de qualidade como a UNIRIO.


                                                 META NÚMERO 4 DO PNE                                                   Perspectiva para edu...